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Enquanto uma parte do país vive em ambiente 2.0, outra persiste em velhos hábitos. Eis sete desafios que se perfilam à reforma tecnológica em curso

Três anos e algumas centenas de milhões de euros depois, as marcas do Plano Tecnológico (PT) na sociedade portuguesa estão à vista de todos. De súbito, Portugal passou a ter um dos maiores rácios de vendas de portáteis na UE e uma disseminação das redes 3G capaz de fazer inveja a países ricos. O IRS por via electrónica superou 3 milhões de declarações e criar uma empresa demora, em média, menos de uma hora.

Esta é a face “sorridente” do PT – mas existe também a menos feliz: hoje, o registo de um endereço .pt demora incomparavelmente mais do que criar uma empresa; a conferência de receitas electrónicas nunca chegou a funcionar apesar de prevista para 2003; e já se finou o segundo “Euro” que Portugal perde sem ter concluída uma infra-estrutura de comunicações comum para a segurança e protecção civil.

Os mais pessimistas acreditam mesmo que boa parte do sucesso do “IRS electrónico” se deve apenas à adesão de milhares de contabilistas.
Directa ou indirectamente, observadores e intervenientes admitem que PT e reformas afins acabam de entrar numa fase crítica. Um pouco como nas crises de crescimento – ninguém as aprecia, mas ninguém consegue crescer sem elas. «Há muita coisa de que se pode dizer bem, mas é altura de percebermos o que vamos fazer a seguir. Neste momento, a nossa governação não sabe o que há-de fazer, porque não há estruturas de pensamento organizado para o futuro», analisa José Tribolet, presidente do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores (INESC).

José Tribolet elogia o lançamento do programa e-Escolas, a publicitação de indicadores do que está feito, ou o esforço de modernização da Justiça e da administração pública (AP), mas como perito em sistemas organizacionais, opta por um optimismo crítico face aos desafios que agora se perfilam.
«A primeira fase foi uma intervenção na periferia, com todos os portais de que se fala agora. Só que estas soluções não são escaláveis. Se se fizer isto sistematicamente para todos os processos da AP, o que fica lá dentro é uma enorme teia de aranha, impossível de controlar e com custos gigantescos», sublinha o responsável do INESC.

José Dias Coelho, presidente da Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (APDSI), tem visão similar: «Vamos continuar a ter problemas na interoperabilidade entre sistemas de vários ministérios, porque não temos uma base de dados comum. Por vezes, um mesmo conceito tem múltiplas representações. Uma casa tem um significado nas Finanças diferente do da Justiça. O cidadão beneficiou de muitos actos que foram simplificados, mas na retaguarda da AP não houve simplificação.»  Continuar a ler…

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Os técnicos de informática estão acostumados a ouvir as perguntas mais estranhas possíveis, mas, às vezes, as questões são tão absurdas que os deixam atónitos, conclui a Robert Half Technology que realizou uma pesquisa a respeito.

“Por que esse rato sem fio não está conectado ao computador?” ou “Dá para vocês reiniciarem a internet?”, são algumas das pérolas reunidas pelos pesquisadores. Há quem tenha perguntado, inclusive, se havia um aplicativo capaz de rastrear extraterrestres.

A empresa, com sede na Califórnia, fez uma pesquisa com mais de 1.400 directores de departamentos técnicos de diversas companhias americanas, que lhes forneceram as perguntas mais inauditas que lhe foram feitas por parte dos colegas de trabalho durante uma consulta técnica.

Das mais curiosas são:

“Meu computador disse para apertar ‘uma tecla qualquer’ para continuar. Onde fica a ‘tecla qualquer?”

“Dá para reordenar o teclado de forma que ele fique por ordem alfabética?”

“Um camião passou por cima do meu portátil. Que devo fazer ?

Existem piadinhas muito conhecidas a circular na internet que acabam sendo verdadeiras entre alguns usuários mais ingénuos, como aqueles que acham que a bandeja do CD-ROM é mesmo uma espécie de porta-copos do computador.

Katherine Spencer Lee, directora executiva da Robert Half Technology, explica que essas perguntas servem para orientar os departamentos de suporte técnico a como lidar com os usuários.

“Estas perguntas engraçadas enfatizam a necessidade de que o pessoal de suporte técnico também demonstre mais paciência, simpatia e bom-humor”, esclarece ela.

Fonte: Xicorias&Xicorações

Para quem perceber inglês pode ver aqui o resto dos resultados.