Casa Tuga

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No meio do vendaval financeiro em que vivemos, com as famílias cada vez mais apertadas e a fazer contas à vida, talvez os portugueses não se tenham dado conta de notícias mais discretas, ainda que não menos importantes. Importantes também para as suas bolsas e inquietantes por serem tão brutais. Trata-se da cobrança fiscal das autarquias sobre os munícipes, que, em 2007, subiu quase 26% face ao ano anterior! Não, não é engano. O aumento atingiu precisamente 25,9%, o que signifi ca que se, em 2006, cada português pagou, em média, 186,81 euros em impostos municipais, no ano seguinte esse montante atingiu 235,12 euros. É um escândalo! Como se já não nos bastasse o aperto provocado pelo constante crescimento das taxas de juro, dos preços dos combustíveis e dos bens essenciais, temos agora as autarquias (ainda) mais à rédea solta, esmagando o incauto cidadão mais uma vez obrigado a pagar os desvarios do chamado poder local.

Crise Economica

Como é costume, o lobby autárquico, representado pela Associação Nacional de Municípios, já contestou os dados oficiais e alega que as verbas cobradas foram investidas tostão a tostão nos concelhos. Como as palavras não chegam, era bom que cada autarquia fosse obrigada a prestar contas desse real investimento, pois não é isso que se vê por esse país fora. O que mais ressalta a olho nu são rotundas e mamarrachos, a par de serviços cheios de burocratas que só empatam a vida a quem lhes paga os salários. Mais: apesar do esbulho das receitas, o que se ouve são lamúrias e reivindicações face ao poder central. Ainda recentemente, aquando do anúncio da transferência de competências para as câmaras em matéria de Educação, a grande maioria delas recusou-se logo a assinar os protocolos, exigindo uma fatia maior de verbas do Orçamento de Estado. É claro que, ao novo acréscimo de responsabilidades, corresponde um impacto significativo nos serviços das autarquias, mas será que a resolução dos problemas passa sempre e apenas por arranjar mais dinheiro e contratar mais pessoal? Onde  está o contributo do tão celebrado poder local para os sacrifícios que são pedidos à generalidade dos portugueses? Já alguém fez as contas? Houve contenção de despesas e redução de meios, na actividade autárquica? Quantos funcionários entraram e quantos saíram, nos últimos três anos? Quem os avalia? E as tão controversas empresas municipais, espécie de twilight zone onde imperam os compromissos políticos e falta a transparência, quem as controla?

O triste caso, agora conhecido, da atribuição de casas a amigos e confrades, perpetuado por responsáveis da Câmara de Lisboa, ao longo de décadas, revela bem até que ponto chegou a desfaçatez de muita gente aparentemente respeitável, eleita por todos nós. Que outras surpresas nos seriam reveladas por uma investigação consequente? Daqui a um ano, os autarcas vão a votos. Mais do que nunca, é preciso distinguir o trigo do joio. E saber punir quem se anda a aproveitar dos cidadãos e quem, pelo contrário, só pensa em servi-los.

Fonte:Visão

Quando, no passado domingo, o Ministério das Finanças anunciou que o Governo vai prestar uma garantia de 20 mil milhões de euros aos bancos até ao fim do ano, respirei de alívio. Em tempos de gravíssima crise mundial, devemos ajudar quem mais precisa. E se há alguém que precisa de ajuda são os banqueiros. De acordo com notícias de Agosto deste ano, Portugal foi o país da Zona Euro em que as margens de lucro dos bancos mais aumentaram desde o início da crise. Segundo notícias de Agosto de 2007, os lucros dos quatro maiores bancos privados atingiram 1,137 mil milhões de euros, só no primeiro semestre desse ano, o que representava um aumento de 23% relativamente aos lucros dos mesmos bancos em igual período do ano anterior. Como é que esta gente estava a conseguir fazer face à crise sem a ajuda do Estado é, para mim, um mistério.

A partir de agora, porém, o Governo disponibiliza aos bancos dinheiro dos nossos impostos. Significa isto que eu, como contribuinte, sou fiador do banco que é meu credor. Financio o banco que me financia a mim. Não sei se o leitor está a conseguir captar toda a profundidade deste raciocínio. Eu consegui, mas tive de pensar muito e fiquei com dor de cabeça. Ou muito me engano ou o que se passa é o seguinte: os contribuintes emprestam o seu dinheiro aos bancos sem cobrar nada, e depois os bancos emprestam o mesmo dinheiro aos contribuintes, mas cobrando simpáticas taxas de juro. A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos. A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada.

Tendo em conta que, depois de anos de lucros colossais, a banca precisa de ajuda, há quem receie que os bancos voltem a não saber gerir este dinheiro garantido pelo Estado. Mas eu sei que as instituições bancárias aprenderam a sua lição e vão aplicar ajuizadamente a ajuda do Governo. Tenho a certeza de que os bancos vão usar pelo menos parte desse dinheiro para devolver aos clientes aqueles arredondamentos que foram fazendo indevidamente no crédito à habitação, por exemplo, e que ascendem a vários milhares de euros no final de cada empréstimo. Essa será, sem dúvida nenhuma, uma prioridade. Vivemos tempos difíceis, e julgo que todos, sem excepção, temos de dar as mãos. Por mim, dou as mãos aos bancos. Assim que eles tirarem as mãos do meu bolso, dou mesmo.

handshake

Este é a infeliz vida dos contribuintes portugues…  😎

Fonte:Visão

“Os Estudantes querem comprar produtos que sejam legais e a percepção deles sobre o Windows neste momento é tudo menos isso. O iPod tende a atiçar o desejo de abandonar o Windows em favor do Mac, o iPhone só aumenta esse desejo”.

Black Iphone

“Nesta temporada de volta às aulas, universitários estão comprando Macs em número nunca antes visto. Segundo uma recente pesquisa elaborada pela Student Monitor, empresa que monitora  hábitos de consumo de estudantes universitários, descobriu que 13% de todos os graduados esperam comprar um novo portátil neste Outono. Dos quais, 43% dizem planejar comprar um MacBook ou MacBook Pro, quase o dobro dos que disseram desejar comprar um Dell e sete vezes mais do que os que declararam querer um HP, diz Eric Weil, sócio-gerente da firma. Apesar de os estudantes preferirem um Dell como desktop, há um pequeno consolo: eles dão preferência a um computador portátil do que a um de mesa por um factor de quase 5 a 1″, revela Arik Hesseldahl num artigo publicado na revista BusinessWeek.

Ele comenta que, historicamente, a temporada de volta às aulas sempre foi um importante período de vendas para a Apple. “Em 2007 a empresa vendeu quase 2,2 milhões de Macs em seu quarto trimestre fical, encerrado a 30 de Setembro, mais 43% do que em igual período do ano anterior. Tais vendas trouxeram US$ 3,1 bilhões naquele trimestre de 2007, metade de toda a receita da empresa”.

Hesseldahl acha que o actual trimestre fiscal da Apple poderá ser ainda mais explosivo. “Gene Munster, analista do banco de investimentos, Piper Jaffray escreveu em nota em 25 de agosto que os últimos números da firma de pesquisa de mercado NPD sugerem que a Apple pode vender até 2,9 milhões de Macs neste trimestre. Isso significa aumento de 34% em relação ao mesmo período do ano passado. No âmbito do iPod e do iPhone, os dados da NPD sugerem vendas estimadas em 11 milhões e 4 milhões de unidades, respectivamente. Some tudo isso e você tem o prognóstico de um trimestre no qual a Apple pode bater todo o consenso de Wall Street em 8 centavos por acção e divulgar ganhos por acção de até US$ 1,19″. MacBook Pro Dark

Além disso, a Apple tem desafiado as tendências da indústria de computadores elevando sua participação no mercado americano e conquistando uma fatia de 8,5%, atrás apenas de Dell e HP, segundo números recentes de outra firma de pesquisa, a Gartner (segundo o que o MSNBC divulgou há três dias de que esse número é de 10,4%). “No segundo trimestre, a Apple viu o crescimento ano a ano nas vendas unitárias bater nos 38%. Isso é três vezes mais que a taxa de crescimento da Dell, sete vezes maior que a da HP e nove vezes além da registada pela indústria do PC como um todo”.

Ainda segundo Hesseldahl, os estudantes “querem comprar produtos que sejam legais e a percepção deles sobre o Windows neste momento é tudo menos isso. O iPod tende a atiçar o desejo de abandonar o Windows em favor do Mac e o iPhone só aumenta esse desejo”.

É de mim, ou a crise norte americana, só está a afectar principalmente os outros países ?!?