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Arquivos para a Categoria ‘Crónicas’

Nossas Verdades

Publicado por Pedro em 25 Janeiro 2009

1. Para evitar ter filhos, faça amor com a sua cunhada. Assim, só nascem sobrinhos…

2. Todos os cogumelos são comestíveis. Alguns só uma vez…

3. Seja bom com os seus filhos. São eles que vão escolher o seu asilo.

4. Nasci careca, nu e sem dentes. O que vier, é lucro!

5. Os amigos vêm e vão, os inimigos acumulam…

6. Se o amor é cego, o que é preciso é apalpar…

7. Se a mulher fosse boa, Deus tinha uma. E se fosse de confiança, o Diabo não tinha cornos…

8. Sabem por que é que o pão se queima, o leite entorna, e a mulher engravida? Porque não se tira a tempo…

9. Alguns homens amam tanto as suas mulheres, que para não as gastarem, preferem usar as dos amigos…

10. Pior que uma pedra no sapato só um grão de areia no preservativo…

11. E se um dia se sentire inútil ou deprimido, lembre-se só disto: Já houve um dia em que foi o espermatozóide mais rápido do grupo!!!

12. Os trabalhadores mais incapazes são sistematicamente promovidos para o lugar onde possam causar menos danos: a chefia…

13. Os chefes são como as nuvens, quando desaparecem fica um dia lindo…

14. O que leva os homens a perseguir mulheres com quem não tencionam casar? O mesmo impulso que leva os cães a perseguir carros que não tencionam conduzir…

15. É MELHOR ABRIR UM E-MAIL COM VÍRUS, DO QUE UMA CARTA COM ANTRAX!

16. As hierarquias são como as prateleiras, quanto mais altas mais inúteis!

17. O seu futuro depende dos seus sonhos. Não perca tempo… Vá dormir!

18. O amor é como a gripe, apanha-se na rua, resolve-se na cama…

19. Os Homens mentiam bem menos, se as Mulheres não perguntassem tanto!

Não julgue as pessoas pelas suas amizades. Judas, por exemplo, tinha amigos impecáveis….

Por: StreS`sNet

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Toda a verdade sobre a verdade

Publicado por Pedro em 29 Novembro 2008

‘Momento da Verdade’ vem demonstrar, e de forma fulgurante, que, mesmo a troco de dinheiro, dizer a verdade nunca é boa ideia. Toma lá esta, Platão

Momento da Verdade - Dizer a verdade não compensa

Confesso que, quando a SIC estreou o programa Momento da Verdade, temi o pior. Julguei tratar-se de mais um produto televisivo aviltante, o que me colocaria um problema difícil. Eu vejo pouca televisão, mas nunca perco um produto aviltante. A televisão tem uma capacidade de aviltar que não é ultrapassada por qualquer outro meio de comunicação e por isso constitui, para mim, a principal fonte de aviltamento. Se tomo conhecimento de que há produtos aviltantes nas grelhas, pego nas pipocas e vou para o sofá ser aviltado. Imaginem o meu alívio quando constatei que o Momento da Verdade é, afinal, serviço público, e o programa mais interessante da televisão portuguesa, quer do ponto de vista ético quer do ponto de vista filosófico. Como é óbvio, um produto com estas características não me interessa. Para isso, vou ler livros.

O que o Momento da Verdade vem demonstrar, e de forma fulgurante, é que, mesmo a troco de dinheiro, dizer a verdade nunca é boa ideia. Toma lá esta, Platão. Se houvesse televisão na Grécia Antiga, um certo e determinado senhor teria uns aditamentos a fazer a certas e determinadas obras, não era? Era.

No programa da SIC, o dinheiro que os concorrentes levam para casa, ao contrário do que sucede nos outros concursos, não é, de todo, um prémio: é um suborno. O dinheiro aqui não premeia uma boa acção, um talento, ou uma capacidade; compensa uma falha.

Dizer a verdade, normalmente, é isso: uma maldade.

Vivemos em tempos difíceis, eu sei. Se não estivéssemos em plena crise acredito que ninguém estaria disposto a trair a sua consciência e tudo o que acredita ser decente e honesto, para ir à televisão fazer uma coisa condenável como dizer a verdade a troco de um punhado de euros. Mas é em tempo de crise que se aprendem as maiores lições, e esta é das mais pedagógicas. Momento da Verdade recorda-nos que a verdade é um bem precioso, demasiadamente precioso para se partilhar com toda a gente. Como tudo o que é precioso, devemos guardá-la bem, e mostrá-la ao menor número de pessoas possível.

O ideal é deixá-la escondida num sítio ao qual nem nós tenhamos acesso. O mérito de Momento da Verdade é que nos lembra tudo isto num tempo em que a verdade parece gozar ainda de um prestígio incompreensível. Todos os dias ouvimos a verdade ser gabada. Que a verdade é para ser dita. Que a verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima. Grande coisa. Sabem o que é que também anda sempre à tona? O cocó.

Fonte:Visão

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A justiça é cega (antes fosse muda)

Publicado por Pedro em 16 Novembro 2008

Fatima Felgueiras Sorri para camaras - Processo Judicial O julgamento de Fátima Felgueiras veio provar que, em Portugal, os cidadãos devem ter confiança na Justiça. Sobretudo os cidadãos como Fátima Felgueiras. Em princípio, não há nada que os apanhe. Ainda assim, a sentença é um monumental enxovalho para a ré, e ridiculariza, de modo bastante cruel, a sua conduta. Como? No acórdão, o juiz demonstra a Fátima Felgueiras que estava errada: não valia a pena ter fugido para o Brasil. Foi dinheiro que a presidente da Câmara desbaratou. Ainda por cima, Fátima Felgueiras terá usado, na fuga, dinheiro que, de facto, lhe pertencia, para variar – o que é refrescante. Hoje, não restam dúvidas de que se tratou de uma medida insensata. Em vez de procurar um exílio de cerca de dois anos no Brasil, Fátima Felgueiras poderia ter continuado tranquilamente na sua terra, a presidir à autarquia que dirige. O máximo que lhe acontecia era uma pena suspensa. Não faz sentido andar a fugir por causa de crimes que não são punidos com pena efectiva. E é uma vergonha que políticos que ocupam cargos de alguma relevância desconheçam a lei a este ponto.

O estudo das leis permite ao autarca consciente e responsável praticar apenas os crimes que não dão cadeia, e evita fugas tão trabalhosas como desnecessárias.

Na verdade, a pena suspensa é a versão judicial daqueles pais que dizem: «Carlos Miguel, da próxima vez que fizeres isso levas uma palmada», e depois continuam a repetir a mesma ameaça sempre que o Carlos Miguel pratica tropelia igual à primeira, ou pior. O Carlos Miguel, que não é parvo, sabe perfeitamente que aquela palmada está suspensa para sempre. E o mais provável é que, quando crescer, o Carlos Miguel faça carreira como autarca. Dos bons.

Justiça Portuguesa

Para sermos rigorosos, a sentença que puniu Fátima Felgueiras está, toda ela, suspensa. É certo que são três anos e três meses de pena suspensa e perda do mandato de presidente. No entanto, esta última pena, sendo efectiva, acaba por estar também suspensa. Enquanto Fátima Felgueiras recorre e o tribunal aprecia o recurso, o presente mandato chega ao fim. Quando o tribunal decidir, o próximo mandato (que Fátima Felgueiras obterá, de certeza, e com maioria absoluta, nas próximas eleições) também terá terminado.

Pena de Morte Parece claro que a razão pela qual não existe pena de morte em Portugal não tem a ver com pruridos morais, mas com problemas jurídicos. No nosso país, crimes graves podem ser punidos com pena suspensa. Seria uma questão de tempo até um tribunal português decretar uma sentença de condenação à morte por injecção letal suspensa. Nós não abolimos a pena de morte por amor à dignidade do ser humano. Foi por medo do ridículo.

Fonte:Visão

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Portugues que se preze é preguiçoso

Publicado por Pedro em 13 Novembro 2008

Como qualquer Português/Tuga que se preze é um preguiçoso (a lista começa em mim:-P). Aqui deixo esta imagem,  descoberta no divertidíssimo blog, “ContraFacção” para que possam imprimir, colocar no ambiente de trabalho ou qualquer outra coisa com ela.Portugueses Preguiçosos

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Microsoft tenta roubar clientes á Apple

Publicado por Pedro em 1 Novembro 2008

Parece que o departamento de marketing da Microsoft começou a elaborar campanhas mais agressivas. Tiveram a ideia de instalar uns quiosques em frentes às magníficas lojas da Apple, dentro dos quais, qualquer pessoa poderá gravar o seu vídeo “Eu sou um PC”. A imagem mostrada em baixo é de uma das lojas da Apple no Reino Unido, onde um trio de pessoal da Microsoft tenta “capturar” possíveis clientes da Apple e “converte-los” para a Microsoft. Não existem mais detalhes sobre quantos mais e onde serão instalados os novos quiosques.

Fonte: Gizmodo Brasil

Quiosques Microsoft frente lojas apple

Acho que o Vista não foi um fracasso assim tão grande para a Microsoft ter de usar disto. Provavelmente era muito melhor desenvolverem o próximo SO como deve ser.

Continuo a usar XP e “”Relativamente”" feliz. (Embora nem na ultima actualização os desenvolvedores se esmeraram…. :S)

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10 Grandes Verdades

Publicado por Pedro em 25 Outubro 2008

01) Como se chama uma mulher que sabe onde seu marido está, todas as noites?
Resposta: Viúva

02) Como se chama um homem inteligente, sensível e bonito?
R.: Boato

03) O que deve fazer uma mulher quando seu marido corre em
zigue-zague pelo jardim?

R.: Continuar a disparar!

04) Por que os homens não têm período de crise na idade madura?
R.: Porque nunca saem da adolescência. (Absolutamente verdade!)

05) Qual é o ponto comum entre os homens que freqüentam bares para solteiros?
R.: Todos eles são casados.

06) Qual a semelhança entre o homem e o microondas?
R.: Aquecem em 15 segundos!

07 ) Por que não existe homem inteligente, sensível e bonito ao mesmo tempo?
R.: Seria mulher!

08 ) Quando um homem mostra que tem planos para o futuro?
R.: Quando ele compra 2 caixas de cerveja.

09) Por que mulheres casadas são mais gordas do que as solteiras?
R.: A solteira chega em casa, vê o que tem na geladeira e vai pra cama.
Já a casada vê o que tem na cama e vai pra geladeira.

Pessoa a Pensar10) O que disse Deus depois de criar o homem
R.: Tenho que ser capaz de fazer coisa melhor…

 

11 ) O que disse Deus depois de criar a mulher?
R.: A prática traz a perfeição!

Fonte: LibertyTuga

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Portugal na Falência ?

Publicado por Pedro em 24 Outubro 2008

A Islândia pode falir. Parece que é assim que se diz. Olhando para a história e o comportamento diletante de alguns países – estou a lembrar-me de um em particular – julguei que a notícia não era propriamente nova. Mas, pelos vistos, a ideia de que um país pode, digamos assim, apagar a luz, está na ordem do dia. A Islândia, uma das nações mais ricas do mundo, já não pode sustentar-se. Deu-se a especulações e rebaldaria financeira, desgovernou-se, e acabou a mendigar um empréstimo à Rússia, daqueles que nem a um amigo se pede.

Não sei o que virá a seguir, mas antecipo já o que estarão a pensar: não temo pelo futuro de Portugal.

A ditosa pátria tem, desde logo, um enorme seguro de vida, inacessível em massa aos outros países: os portugueses. Levamos as tragédias na boa, até fazemos anedotas das nossas circunstâncias. «Olha, as taxas de juro subiram outra vez. Lá vou ter de ir ao Momento da Verdade dizer que comi a minha sogra.» E bebe-se mais um copo. Um povo que se ri de si próprio dura mais. Até quarenta por cento mais, aprendi eu numa aula de inglês.

Na verdade, andamos a rir-nos desde 1143.

E nessa altura, note-se, ainda não comíamos a sogra, só batíamos na mãe. No tempo em que os animais falavam, por alturas do Big Brother, um tal comportamento ainda garantia um cheque chorudo e dava para governar uma casa jeitosa. Um pontapé numa amiga, ao vivo e em directo, também estava bem cotado. Mas desvalorizou muito. Os miúdos já batem nos pais e nos professores e nem isso lhes garante sustento. Agora, com a Teresa Guilherme in charge, essas irreverências não chegam sequer para sermos seleccionados. Porém, se o português despudorado tiver uma vida sexual desastrada, consumir drogas, «não tiver um emprego certo» e estourar a herança do pai ao jogo, é um sério concorrente à sua própria autonomia financeira. Ou como diz um amigo meu, «basta que mostre o melhor do seu pior». E não minta, chegado o momento da verdade.

Dinheiro Distante

Pelo lado da Economia e do mercado financeiro, nada a temer, também. Enquanto outros, nos países grandes, jogam à grande com as fichas deles a expensas nossas – é por isso que se chama economia de casino, não? – os empresários e aditos do jogo financeiro em Portugal são como um grupo de amigos à volta do Monopoly. Julgam-se donos de tudo, mas, quando muito, mandam na rua deles. Às vezes, de tão viciados, jogam à séria e fazem umas patifarias nos BCP´s desta vida. Mas fica tudo entre amigos. E nós nem sequer protestamos.

Por fim, não corremos o risco de ver o Estado português falir. Pela simples razão de que não pode falir o que não existe. Desde há vários anos que o paradeiro do Estado é desconhecido nas escolas, hospitais, museus e entidades financeiras. «Afinal, quem manda aqui?», é a pergunta típica do português na fila de espera de um qualquer serviço. Se alguma vez essa indignação tivesse resposta, aí sim, era caso para ficarmos preocupados.

 

Que achas sobre esta crise ? Que pensas sobre o futuro dos portugueses ?

Fonte:Visão

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Governo Nacionalizado pela Banca

Publicado por Pedro em 21 Outubro 2008

Quando, no passado domingo, o Ministério das Finanças anunciou que o Governo vai prestar uma garantia de 20 mil milhões de euros aos bancos até ao fim do ano, respirei de alívio. Em tempos de gravíssima crise mundial, devemos ajudar quem mais precisa. E se há alguém que precisa de ajuda são os banqueiros. De acordo com notícias de Agosto deste ano, Portugal foi o país da Zona Euro em que as margens de lucro dos bancos mais aumentaram desde o início da crise. Segundo notícias de Agosto de 2007, os lucros dos quatro maiores bancos privados atingiram 1,137 mil milhões de euros, só no primeiro semestre desse ano, o que representava um aumento de 23% relativamente aos lucros dos mesmos bancos em igual período do ano anterior. Como é que esta gente estava a conseguir fazer face à crise sem a ajuda do Estado é, para mim, um mistério.

A partir de agora, porém, o Governo disponibiliza aos bancos dinheiro dos nossos impostos. Significa isto que eu, como contribuinte, sou fiador do banco que é meu credor. Financio o banco que me financia a mim. Não sei se o leitor está a conseguir captar toda a profundidade deste raciocínio. Eu consegui, mas tive de pensar muito e fiquei com dor de cabeça. Ou muito me engano ou o que se passa é o seguinte: os contribuintes emprestam o seu dinheiro aos bancos sem cobrar nada, e depois os bancos emprestam o mesmo dinheiro aos contribuintes, mas cobrando simpáticas taxas de juro. A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos. A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada.

Tendo em conta que, depois de anos de lucros colossais, a banca precisa de ajuda, há quem receie que os bancos voltem a não saber gerir este dinheiro garantido pelo Estado. Mas eu sei que as instituições bancárias aprenderam a sua lição e vão aplicar ajuizadamente a ajuda do Governo. Tenho a certeza de que os bancos vão usar pelo menos parte desse dinheiro para devolver aos clientes aqueles arredondamentos que foram fazendo indevidamente no crédito à habitação, por exemplo, e que ascendem a vários milhares de euros no final de cada empréstimo. Essa será, sem dúvida nenhuma, uma prioridade. Vivemos tempos difíceis, e julgo que todos, sem excepção, temos de dar as mãos. Por mim, dou as mãos aos bancos. Assim que eles tirarem as mãos do meu bolso, dou mesmo.

handshake

Este é a infeliz vida dos contribuintes portugues…  8-)

Fonte:Visão

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Povo americano, eis a votação do júri de Castelo Branco

Publicado por Pedro em 14 Setembro 2008

sarah palin Escolher uma mulher 30 anos mais nova que já foi modelo não é política: é uma crise de meia-idade. Qualquer homem que sabe o que isso é não pode deixar de simpatizar com McCain.

De quatro em quatro anos, os analistas portugueses discutem as eleições americanas e, como é óbvio, influenciam decisivamente o seu resultado. Nenhum sociólogo responsável deixou de registar, aqui há tempos, a célebre crónica de Luís Delgado, intitulada Eu voto Bush, e a responsabilidade que essa corajosa declaração de voto teve na vitória do actual presidente. Menos bem sucedida, mas igualmente ousada, foi, há quatro anos, a iniciativa do vespertino A Capital. O jornal, entretanto extinto (e ninguém me convence de que a sua extinção não teve mãozinha da CIA), anunciou que iria adoptar uma linha editorial que defendia a derrota de George W. Bush. Hoje, sou eu que me encontro na posição de comunicar aos americanos a minha intenção de voto. É uma honra, tanto para mim como para eles.

A verdade é que não tenho intenção de votar em ninguém. Já encontro sérias dificuldades para decidir em quem votar no meu próprio país, quanto mais nos outros. Além disso, ao contrário da generalidade das pessoas de esquerda, eu não quero que Barack Obama ganhe as eleições. Quero que Barack Obama seja Presidente – o que não é bem a mesma coisa, como Al Gore bem sabe.

Em todo o caso, não ficarei especialmente abalado se Obama não for Presidente. Creio que sou imune ao efeito que a política americana produz nos portugueses. Se os democratas ganharem as eleições, os portugueses de direita que agora odeiam Obama vão acabar por lhe dedicar o amor que qualquer Presidente dos EUA lhes merece, e os portugueses de esquerda que agora o apoiam acabarão por desprezar o chefe dos imperialistas assim que ele jurar a Constituição. Pelo sim, pelo não, eu vou mantendo uma coerente indiferença perante todos os candidatos. É uma atitude que os magoa, nota-se, mas eu sou mesmo assim.

Obama And Mccain

Por outro lado, embora preferisse a vitória de Obama, não deixo de reconhecer que a campanha de McCain me parece mais interessante. O candidato republicano conheceu a senhora que escolheu para vice-Presidente há apenas seis meses, e só esteve com ela uma vez antes de a anunciar como sua companheira na corrida à Casa Branca. É uma espécie de vice-presidência à primeira vista, o que acaba por ser enternecedor. Além disso, Sarah Palin tem 44 anos e foi primeira dama de honor no concurso de Miss Alaska de 1984. Ora, escolher uma mulher quase 30 anos mais nova que já foi modelo não é política: é crise de meia-idade. Qualquer homem que sabe o que isso é não pode deixar de simpatizar com McCain.

Além disso, a candidatura dos republicanos tem capacidade para fazer história. É certo que Obama pode ser o primeiro Presidente negro, mas Palin pode ser a primeira mulher. Reparem: McCain tem 72 anos. Segundo o World Fact Book, editado pela CIA, a esperança de vida média de um americano é de 75 anos. Há, por isso, uma forte hipótese de Sarah Palin vir a ser Presidente dentro de três anos. Enquanto os democratas propõem Obama e Biden para a presidência em 2008, os republicanos apontam McCain para 2008 e Palin para 2011. Oferecem dois presidentes em vez de um. Pode ser um bom negócio.

 

Fonte:Visão

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Festa do Pontal: quando ir, do que falar, o que vestir

Publicado por Pedro em 15 Agosto 2008

O povo ganhou uma certa aversão ao discurso político. É muito provável que esteja disposto a votar numa muda.MAnuela Ferreira Leite Ricardo Araujo Pereira

Talvez seja bom começar por fazer uma declaração de interesses, visto que me apercebi de uma súbita afi nidade intelectual com a protagonista da minha reflexão de hoje. Manuela Ferreira Leite e eu somos almas gémeas: em  Agostambém ninguém me apanha no Algarve. Ao que parece, porém, uma decisão pode ser politicamente desastrada. Eis aqui uma constatação que tem escapado aos mais eminentes politólogos.

Na verdade, é quase impossível encontrar, em toda a história das ideias políticas, um pensador que se tenha detido na problemática da comparência em festas. Significa isto que o problema central da vida política portuguesa desta semana não encontra resposta nem bibliografia à altura. Antes de poderem pronunciar-se sobre o assunto, leigos como eu necessitariam de escutar atentamente a opinião de um híbrido entre filósofo político e especialista em vida social, uma mistura de John Rawls com Paula Bobone, uma fusão de Robert Nozick com Lili Caneças. Onde encontrar um autor com estas características? Resposta: em lado nenhum. Por incrível que pareça, os estudos sociais e os estudos do social têm andado divorciados, talvez por fútil competição académica.

Em todo o caso, e por muito que nos faltem ferramentas teóricas para avaliar a decisão de Manuela Ferreira Leite, o certo é que não pode deixar de se sublinhar uma certa coerência de procedimentos. Ferreira Leite tem sabido defender-se magistralmente das críticas. Ninguém ousa, por exemplo, criticar o pensamento político da presidente do PSD. Por uma razão extremamente simples: ninguém sabe qual é. Quando recusa participar em eventos nos quais há o perigo de ter de o revelar, Ferreira Leite está a preservar um trunfo inestimável para as próximas eleições legislativas. O povo ganhou uma certa aversão ao discurso político. É muito provável que esteja disposto a votar numa muda. Quase aposto que o tempo de antena do PSD vai ser feito com recurso ao jogo Pictionary. A Manuela desenha e o povo, em casa, tenta adivinhar o que ela propõe.

Pictionary

Por outro lado, além de se ter livrado de um problema político, Manuela Ferreira Leite evitou também um embaraço linguístico: diz-se «Tenho todo o gosto em estar aqui EM Quarteira’ ou ‘Tenho todo o gosto em estar aqui NA Quarteira»? Consultei os especialistas do excelente sítio Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, que tiveram a gentileza de me esclarecer: nenhuma das formas está correcta, na medida em que é impossível que alguém tenha todo o gosto em se encontrar naquela localidade algarvia em pleno mês de Agosto. Mesmo no resto do ano, é muito complicado.

Fonte:Visão

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