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Arquivo de Fevereiro, 2008

Nobody expects the portuguese winter

Publicado por Pedro em 28 Fevereiro 2008

As calamidades ajudam-nos a organizar a vida. São pontos de referência. «Quando é que mudámos de casa? Foi depois dos incêndios de 91, porque eu já tinha o Citroën que foi levado pelas cheias de 94, mas ainda não tinha ficado sem a perna esquerda…»

Todos os anos, Portugal é surpreendido duas vezes: uma vez pelo Verão e outra pelo Inverno. Nunca estamos à espera deles. Para o resto do mundo, a natureza é cíclica, monótona e repetitiva. Para nós, é uma caixinha de surpresas. «Olha, lá vem o Verão outra vez. E não é que traz novamente muito calor, este bandido? Se calhar devíamos ter feito uma limpeza às matas.

Ops!, tarde de mais, já está tudo a arder.» No Inverno, a mesma coisa.

«Olha, lá vem o Inverno outra vez. E não é que traz novamente muita chuva, este bandido? Se calhar devíamos ter feito uma limpeza às sarjetas. Ops!, tarde de mais, já está tudo alagado.» E assim sucessivamente.

Nunca cansa. E, no entanto, imagino que os jornalistas usem sempre a mesma notícia. Há dois ou três pormenores que mudam, como a marca dos helicópteros que combatem o fogo ou o número de viaturas que são arrastadas pela enxurrada, mas o resto é igual: «Violento incêndio ali», «Fortes chuvas acolá». Até os adjectivos que qualificam as catástrofes são previsíveis: os incêndios são quase todos violentos e é raro as chuvas serem outra coisa que não fortes. Não há memória de fortes incêndios e violentas chuvas, por exemplo. Mas não é por isso que deixamos de receber as notícias com renovada surpresa. Temos dificuldade em acreditar que ainda não foi desta que a chuva deixou de causar os estragos próprios da chuva. É verdade que, este ano, a chuva deu novamente cabo das estradas e voltou a fazer vítimas, mas pode ser que, para o ano, chova mais civilizadamente. Todos os anos damos uma oportunidade à chuva. E, por um lado, ainda bem.

Não sei se consigo imaginar Portugal sem as calamidades. As calamidades ajudam-nos a organizar a vida. São pontos de referência. «Quando é que mudámos de casa? Foi depois dos incêndios de 91, porque eu já tinha o Citroën que foi levado pelas cheias de 94, mas ainda não tinha ficado sem a perna esquerda, que foi ao ar nos incêndios de 92.» Se as autoridades competentes começam a varrer as matas e a limpar as sarjetas, deixamos de ter a noção da passagem do tempo. Ainda vamos ter de comprar uma agenda. Com as calamidades, é dinheiro que se poupa.

E não só. Há gente cuja vida tem sido salva pelas calamidades. Gente que sobreviveu às cheias de 87 porque ainda estava no hospital a recuperar dos incêndios de 86. Gente que se salvou dos incêndios de 99 porque ainda tinha a casa alagada pelas cheias de 98 e usou a água para combater as chamas.

Enfim, gosto da esfera armilar, na nossa bandeira. Mas uma sarjeta entupida, entre o vermelho e o verde, também não ficava mal.

Por:Ricardo Araújo Pereira
Fonte:Visão

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Fidel na lista dos mais ricos (Forbes)

Publicado por Pedro em 22 Fevereiro 2008

Entre as muitas brigas ocorridas entre Fidel Castro e os Estados Unidos uma delas deu particular trabalho ao líder cubano, ter sido colocado pela revista Forbes em 2005 na lista dos ditadores e chefes de Estado mais ricos do mundo.

Na ocasião, a revista Forbes disse que Fidel Castro possuía um património pessoal superior aos US$550 milhões.

O governo cubano desmentiu, sustentado que a lista da Forbes era “uma deselegante difamação orquestrada pelos Estados Unidos”.

Não bastasse, em 2006 a Forbes inseriu novamente Fidel entre os chefes de Estado mais ricos do mundo, atribuindo a ele um património próximos dos US$900 milhões.

Este património, segundo afirmou a revista, derivaria do controle de uma rede de companhias estatais.

Fidel reagiu então de modo ainda mais irritado, desafiando publicamente a revista, as agências norte-americanas, os bancos, e definindo o presidente George W. Bush como um “ladrãozinho” que havia orquestrado a desinformação.

“Se conseguirem provar isso que dizem, encontrar uma conta em meu nome de 900 milhões, 500 milhões ou de um só dólar, se provarem irei oferecer a eles aquilo que desejam e não conseguiram durante meio século, durante o qual tentaram destruir a revolução e me assassinar em centenas de atentados, irei renunciar ao meu cargo”, disse Fidel na ocasião.

As acusações da Forbes, nunca provadas, tiveram, no entanto, repercussão em todo o mundo. O director da revista admitiu depois em uma entrevista “não ter nenhuma prova de que Castro havia escondido dinheiro em contas bancárias no exterior”, mas deixou a entender que aquele era, grosso modo, o montante de suas posses.

Segundo o movimento anticastrista MIM, já em 1976 o líder cubano possuía um património de aproximadamente US$1,2 bilhões, com propriedades na Suíça, Finlândia, Suécia, Espanha, França, Itália, entre outros.

O MIM é um movimento contra o qual foram movidas acusações de terrorismo, algumas das quais comprovadas.

Apesar de achar que esta informação nada tem de surpreendente (como acontece com todos os “líderes” do mundo, especialmente ditadores), onde é que estão os ideais comunistas “de uma sociedade sem classes baseada na propriedade comum dos meios de produção, com a consequente abolição da propriedade privada”?

Teoricamente, todas as ideias ficam muito bem… Utopias!

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Barack Obama: um homem bonito

Publicado por Pedro em 19 Fevereiro 2008

 Se Obama for eleito, durante uns anos viveremos num mundo surpreendente em que o Presidente dos Estados Unidos da América se chama Barack Hussein Obama, enquanto, por exemplo, no Gana, o Presidente é um tipo chamado John

Tenho acompanhado com muito interesse as eleições norte-americanas, sobretudo por causa de um facto que me parece ter a maior importância política: sou extremamente parecido com Barack Obama. Também sou parecido com Hillary Clinton, mas só quando deixo crescer o bigode. Já com Barack Obama, as semelhanças são assombrosas: temos o mesmo sorriso franco, o mesmo olhar tranquilo, o mesmo aspecto encantador de argelino subnutrido. Gostava muito que Obama fosse eleito Presidente, quanto mais não seja porque não é todos os dias que se tem a oportunidade de ser sósia do homem mais poderoso do mundo. Será divertido visitar os EUA já depois da eleição, e assistir à reacção das pessoas quando se aperceberem das parecenças. Pode ser que me confundam com o Presidente e me ofereçam coisas boas. Outra hipótese é oferecerem-me 75 gramas de chumbo maciço no meio dos olhos, sob a forma de um balázio. Mas mesmo isso seria uma ocorrência pitoresca, diferente da monotonia do quotidiano, que eu acolheria com satisfação.

No entanto, além de transformar a minha vida, a eleição de Barack Obama pode acarretar outras mudanças de menor importância. Por exemplo, pode transformar o nosso planeta. Se Obama for eleito, durante uns anos viveremos num mundo surpreendente em que o Presidente dos Estados Unidos da América se chama Barack Hussein Obama, enquanto, por exemplo, no Gana, o Presidente é um tipo chamado John (a sério, acabei de verificar). É tão estranho como ter um Antunes a comandar os destinos da Suécia – o que seria, aliás, benéfico: há muitos anos que eu mantenho que a única maneira de Portugal atingir o nível de vida dos suecos é pôr um português a mandar na Suécia. Era num instante que os apanhávamos. Infelizmente, ninguém me dá ouvidos no que à política internacional diz respeito.

Quanto à eleição americana, é certo que Barack Obama ainda não é Presidente dos Estados Unidos. Longe disso. Mas não é impossível que venha a ser eleito, o que não deixa de ser mais uma prova de arrojo do povo americano. Toda a gente conhece as regalias a que o Presidente dos EUA tem direito: morar na Casa Branca, fazer-se deslocar no Air Force One… Depois de tudo o que aconteceu, não deixa de ser extraordinário que um povo tenha a coragem de pôr um avião daquele tamanho à disposição de um homem chamado Hussein. Por tudo isto, desejo que aconteça a Barack Obama o mesmo que aconteceu a Kennedy: que vença as eleições e se torne Presidente. Ou, na pior das hipóteses, que lhe aconteça o mesmo que aconteceu a Bush: que perca as eleições e se torne Presidente.

Por:Ricardo Araújo Pereira
Fonte:Visão

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O regresso das séries de culto

Publicado por Pedro em 19 Fevereiro 2008

Aos poucos, voltam as reposições televisivas de comédias e dramas.
Os guionistas que estiveram em greve durante mais de cem dias já retomaram o trabalho e as televisões – ABC, NBC e CBS, entre outras – já começam a fazer contas à vida, atirando possíveis datas para a exibição de novos episódios de muitas séries já consideradas de culto.
Assim, de um total de 46 séries dramáticas e 17 comédias, que pararam com a greve, algumas ficarão pelo caminho, tendo os canais de televisão decidido não lhes dar continuidade. É o caso de Bionic Woman, que a TVI irá exibir brevemente, Jericho, Big Shots, Life is Wild ou Journeyman. October Road e Cane têm o seu futuro a ser avaliado. Tal como Prison Break, que passa na RTP1, aos domingos.
Mas boas notícias para quem segue Bones (Ossos), no Fox, que regressa, nos EUA, a 14 de Abril. Tinha quatro episódio feitos antes da greve e vai ter mais seis novos. Brothers & Sisters, que passa na RTP2, volta também em Abril, esperando-se a produção de quatro novo episódios. ( Men In Trees, uma das minhas favoritas, também terá mais alguns episódios nesta 2ª série. Não sei é se a RTP continuará a sua exibição…)
Em relação aos CSI (Miami e Nova Iorque), apresentados em Portugal pela SIC, espera-se por oito novos episódios, a ser exibidos a partir de 24 de Março, e mais sete episódios, a 2 de Abril, respectivamente.
House, que acaba de regressar à TVI (também dá na Fox), deverá produzir entre quatro e seis novos episódios para serem exibidos em Abril e Maio. Grey’s Anatomy deverá filmar mais cinco novos episódios, com emissão marcada para Abril e Maio.
ER (em português, Serviço de Urgência) regressa a 10 de Abril com mais seis novos episódios. Outra série de culto, Lost, que ainda dispõe de oito episódios antes da greve, vai para a 4.ª temporada com cinco novos e The Office regressa a 10 de Abril com mais seis episódios. Ugly Betty, que acabou na SIC por causa da greve, deverá ter mais episódios a partir do final de Abril.
A revista Entertainment Weekly tem a lista das datas das séries.

Grey’s Anatomy, Lost, Heroes, Las Vegas, CSI, The Unit, Bones, 24, House, Prison Break, The Nine.

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Os caminhos da Língua Portuguesa

Publicado por Pedro em 15 Fevereiro 2008

Alevantar
O acto de levantar com convicção, com o ar de ‘a mim ninguém me come por parvo!… alevantei-me e fui-me embora!’.

Aspergic
Medicamento português que mistura Aspegic com Aspirina.

Assentar
O acto de sentar, só que com muita força, como fosse um tijolo a cair no cimento.

Capom
Porta de motor de carros que quando se fecha faz POM!

Destrocar
Trocar várias vezes a mesma nota até ficarmos com a mesma.

Disvorciada
Mulher que se diz por aí que se vai divorciar.

É assim…
Talvez a maior evolução da língua portuguesa. Termo que não quer dizer nada e não serve para nada. Deve ser colocado no início de qualquer frase. Muito utilizado por jornalistas e intelectuais.

Entropeçar
Tropeçar duas vezes seguidas.

Êros
Moeda alternativa ao Euro, adoptada por alguns portugueses.

Falastes, dissestes
Articulação na 4ª pessoa do singular. Ex.: eu falei, tu falaste, ele falou, TU FALASTES.

Fracturação
O resultado da soma do consumo de clientes em qualquer casa comercial. Casa que não fractura… não predura.

Inclusiver
Forma de expressar que percebemos de um assunto. E digo mais: eu inclusiver acho esta palavra muita gira. Também existe a variante ‘Inclusivel’.


A forma mais prática de articular a palavra MEU e dar um ar afro à língua portuguesa, como ‘bué’ ou ‘maning’. Ex.: Atão mô, tudo bem?

Nha
Assim como Mô, é a forma mais prática de articular a palavra MINHA. Para quê perder tempo, não é? Fica sempre bem dizer ‘Nha Mãe’ e é uma poupança extraordinária.

Númaro
Já está na Assembleia da República uma proposta de lei para se deixar de utilizar a palavra NÚMERO, a qual está em claro desuso. Por mim, acho um bom númaro!

Parteleira
Local ideal para guardar os livros de Protuguês do tempo da escola.

Perssunal
O contrário de amador. Muito utilizado por jogadores de futebol. Ex.: ‘Sou perssunal de futebol’. Dica: deve ser articulada de forma rápida.

Pitaxio
Aperitivo da classe do ‘mindoím’.

Prontus
Usar o mais possível. É só dar vontade e podemos sempre soltar um ‘prontus’! Fica sempre bem.

Prutugal
País ao lado da Espanha. Não é a Francia.

Quaise
Também é uma palavra muito apreciada pelos nosso pseudo-intelectuais. Ainda não percebi muito bem o quer dizer, mas o problema deve ser meu.

Stander
Local de venda. A forma mais famosa é, sem dúvida, o ’stander’ de automóveis. O ’stander’ é um dos grandes clássicos do ‘português da cromagem’.

Tipo
Juntamente com o ‘É assim’, faz parte das grandes evoluções da língua portuguesa. Também sem querer dizer nada, e não servindo para nada, pode ser usado quando se quiser, porque nunca está errado, nem certo. É assim… tipo, tás a ver?

Treuze
Palavras para quê? Todos nós conhecemos o númaro treuze.Travalho Tem vindo a ser cada vez mais utilizado pela população em geral para frases em que se descrevam actividades profissionais. Não sei muito bem porquê… mas ‘prontus’

Porque o saber não ocupa lugar!!

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O nosso crash de cada dia

Publicado por Pedro em 15 Fevereiro 2008

Não importa muito o quanto a Microsoft se empenhe para melhorar seu sistema, nem que ela resolva mudar a cor de suas telas de erro. Um dos eternos símbolos da empresa sempre será a BSOD. A tela de erro abaixo foi flagrada em Las Vegas:

No dia seguinte, o problema ainda não tinha sido solucionado…..

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Publicado por Pedro em 12 Fevereiro 2008

Um homem morreu na Grã-Bretanha após beber grande quantidade de água, apontou o inquérito de um legista, em York, no norte do país.
Shaun McNamara, de 35 anos, foi encontrado caído no chão da casa-de-banho da sua casa em Setembro do ano passado.
Resultados preliminares da autópsia apontaram que tinha sofrido um ataque cardíaco, mas um exame post-mortem mostrou que McNamara morreu porque o seu cérebro inchou devido a uma «intoxicação por água».
A intoxicação por água, ou hiponatremia, ocorre quando a ingestão de uma grande quantidade do líquido em curto período de tempo dilui minerais vitais para o organismo, como o sódio, a níveis baixíssimos.
Entre os efeitos da intoxicação estão fortes dores de cabeça, confusão mental e em casos mais graves, como o do britânico, o inchaço do cérebro, podendo levar à morte.
A investigação não apontou a quantidade de água ingerida por McNamara e sugeriu que casos como este podem estar ligados a problemas psicológicos.
A mãe do britânico, Gillian, disse que o filho tinha um historial clínico de depressão e ansiedade e que tinha sido hospitalizado em 2005 com uma overdose.
A polícia, no entanto, disse não ter visto qualquer sinal de tentativa de suicídio ao encontrar o corpo de McNamara e o médico legista concluiu que a morte foi «um acidente».
Casos de intoxicação por água já foram registados entre maratonistas, que bebem grandes quantidades da água no final da prova.
Em Abril do ano passado, David Roger, instrutor de ginástica de 22 anos, morreu de intoxicação por água após correr uma maratona em Londres.

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Os destinos mais perigosos do mundo

Publicado por Pedro em 8 Fevereiro 2008

A Forbes.com faz o mapa das ameaças e desmistifica os perigos sobre alguns países.

Nos anos 70, o pior pesadelo para um turista seria o desvio de um avião ou uma crise de reféns. Hoje em dia, as ameaças são igualmente perigosas mas reflectem os tempos em mudança. Actualmente, um turista ou um homem de negócios em viagem está mais preocupado com ataques terroristas nos transportes públicos, em ser apanhado numa revolta espontânea ou com a explosão de uma bomba numa discoteca ou hotel.

Foi precisamente isto que aconteceu na passada, segunda-feira, quando militantes munidos de granadas, espingardas Ak-47 e coletes suicida atacaram um hotel de luxo em Kabul, matando seis pessoas, incluindo pelo menos um americano. No Quénia, a controvérsia em relação aos resultados das eleições realizadas em Dezembro deu origem a semanas de tumultos e violência étnica, que causaram 600 mortes, segundo as estimativas.

O escalar da tensão no Paquistão e no Estreito de Ormuz, onde barcos de patrulha iranianos confrontaram recentemente navios de guerra da Marinha dos EUA, são mais um presságio do conflito mundial.

«Não julgo que o mundo esteja mais seguro ou mais perigoso», refere Johan Selle, Director de Operações da iJet Intelligent Risk Systems, uma Consultoria de Risco sedeada em Maryland. «Creio que algumas ameaças são mais frequentes hoje em dia do que o eram no passado». Segundo Selle, entre estas incluem-se os ataques suicidas, raptos e roubo de propriedade intelectual.

Classificar quais os países mais perigosos com base nas notícias do dia pode ser um pouco enganador. Claro que o Iraque e o Afeganistão são países excepcionalmente traiçoeiros, mas outros países como o Haiti, a Somália e a República Democrática do Congo têm permanecido tão perigosos desde que as condições de segurança se começaram aí a deteriorar.

De modo a compilarmos a nossa lista anual dos Destinos Mais Perigosos do Mundo, recorremos a duas consultorias de risco: a iJet, e a Control Risks sedeada em Londres. Ambas as empresas possuem escritórios em todo o mundo e fornecem aconselhamento sobre riscos de segurança em vários países a clientes empresariais, governamentais e não-governamentais. O seu leque de clientes abrange todo o tipo de indústrias, incluindo a farmacêutica, petróleo e gás, banca e telecomunicações. ¿ A iJet determina os níveis de segurança através da avaliação de seis parâmetros: crime, serviços de segurança, agitação pública, terrorismo, raptos e estabilidade geopolítica. A cada país é atribuído um valor de 1 a 5, sendo que o 1 representa o nível de ameaça mais reduzido e o 5 o mais elevado. A Control Risks utiliza uma avaliação de risco de cinco escalões, que determina se os riscos de segurança, terrorismo ou viagem são muito elevados, elevados, médios, reduzidos ou insignificantes. A nossa lista inclui sete países classificados como os mais perigosos pela iJet e pela Control Risks, assim como três aos quais uma das empresas atribuiu uma classificação elevada.

Forças Destabilizadoras

Muito embora os factores que conduzem à destabilização ou a uma completa ruptura social variem de país para país, existem tendências gerais que ambas as empresas constataram nos últimos anos.

«Nota-se a ausência de um governo e economia fortes», refere Selle sobre os países que mergulharam no caos. «Actualmente, existe bastante preocupação em torno da questão do Quénia, mas muitos interesses económicos e internacionais estão a fazer esforços a nível das negociações». Selle compara o Quénia com o Zimbabué, que é «tudo menos uma potência económica».

A iJet colocou o Zimbabué no quinto lugar, apurando uma agitação pública prolongada, fraca economia, riscos financeiros para as empresas estrangeiras e um governo débil. A Control Risks classificou o país como tendo um elevado risco de segurança, um insignificante risco de terrorismo e um risco médio de viagem. O Departamento de Estado Norte-Americano considerou o Zimbabué como um país «volátil» e alertou os cidadãos para o facto do governo aprovar o uso de força contra os dissidentes.

Ainda que os países africanos representem pouco menos de metade dos países mais perigosos da nossa lista, James Smither, director associado de projectos de consultoria na Control Risks, afirma que os níveis de segurança estão a melhorar em alguns locais no continente.

«As pessoas estão fartas destes conflitos», diz. «O número de guerras civis diminuiu nos últimos anos». Smither considera que o aumento da segurança em algumas regiões se deve ao fim da Guerra Fria, que causou a proliferação de conflitos através de guerras por procuração. «Quando o financiamento e interesse nesses conflitos terminou, essas guerras foram chegando ao fim pouco a pouco». Smither dá Moçambique e a Serra Leoa como exemplos de estabilização nos últimos anos.

Segundo Smither, a chave para a estabilidade reside em fortes instituições com um poder judicial eficaz, meios de comunicação independentes e uma sociedade civil envolvida. Selle, da iJet, afirma que a corrida a recursos como os diamantes, minerais, petróleo e direitos de agricultura e pastagem despoletou muitas tempestades de fogo políticas e militares em África, mas também em países de todo o mundo. Os esforços das empresas locais e multinacionais para apaziguar as preocupações dos habitantes através do investimento em infra-estruturas, criação de empregos e educação pode ter um efeito estabilizador.

«As pessoas tendem a estar mais susceptíveis à agitação se viverem na pobreza e se estiverem a pensar que o próximo líder lhes vai trazer pão e água», refere. Isto aplica-se principalmente em países onde as mudanças no poder foram o resultado do desespero económico.

Proteger-se a si mesmo

Independentemente para onde viajam, quer seja em trabalho ou lazer, os visitantes que chegam a países perigosos têm de estar plenamente conscientes do leque de ameaças existentes.

Por exemplo, na Venezuela o crime aumentou substancialmente em Caracas e noutras áreas urbanas. Muito embora as empresas estrangeiras ainda não se tenham de tornado o alvo do confronto entre forças pro e anti-governamentais, a violência tem despontado rapidamente entre estes grupos no passado.

No Haiti, dentro da força policial existe corrupção e tráfico de droga. A região da capital Port-au-Prince regista incidentes de vários tipos de crimes mesmo em subúrbios abastados. «Na verdade, insistimos com as pessoas para que fiquem a par do que se passa no país para onde vão», diz Michele Bond, a Subsecretária de Estado Adjunta para os Serviços aos Cidadãos Ultramarinos. «As coisas podem ficar violentas e você não teria recebido nenhum aviso».

Isso foi precisamente o que se passou recentemente no Quénia quando uma controvérsia em redor dos resultados eleitorais deu azo a uma onde de violência e tumultos que causaram a morte a 600 pessoas, segundo as estimativas. Bond afirma que na altura em que a luta rebentou estavam cerca de 9000 americanos no Quénia, sendo que muitos contactaram o Departamento de Estado a solicitar conselhos sobre segurança.

A primeira recomendação foi para se manterem nas suas casas até que a violência diminuísse. No entanto, ela também adverte os viajantes para se preparem antes de partirem, deixando um itinerário da sua viagem a um familiar, registando a viagem junto do Departamento de Estado, que pode enviar mensagens de correio electrónico aos viajantes, revendo as apólices de seguro para o caso de urgência médica e consultando a lista actualizada da agência com conselhos de viagem. A preparação é essencial, afirma Bond «já que tudo pode acontecer em qualquer lugar».

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É Carnaval, Ninguém Leva a Mal

Publicado por Pedro em 6 Fevereiro 2008

Arranjei um tempinho para fazer novos posts, poderão não ser muitos mas vou tentar….. 
Telefonema para o Eng. Sócrates: “Tá lá? Senhor Engenheiro? Daqui fala da Marquiselar. Vimos os seus projectos, são muito bons e queremos convidá-lo para fazer uns part-times como desenhador de marquises, quando sair do governo.”
Telefonar para António José Teixeira: “Estou, Tó? Fala o Augusto. Desta vez é o Público. Tens que por ordem naquilo. Vou tratar das coisas para ver se começas em Março, está bem?”
Telefonar para Telmo Correia: “Telmo? Fala o Belmiro. Estamos muito impressionados com a sua capacidade de trabalho. Aceita um convite para administrador da Sonae?”
Telefonar outra vez para o Eng. Sócrates: “Tá Lá? Engenhêro? Fala Jaquina da Silva, do Minhocal. Tenho o telhado do alpendre a meter água e é defeito de projecto. Pode dar cá um saltinho?”
Telefonar para Louçã: “Estou? Chico Anacleto? Boas notícias. Cientistas americanos descobriram que o capitalismo não funciona e que o socialismo, se for bem aplicado, pode resultar!”
Telefonar para a fadista Mariza: “Bom dia. Era só para informá-la que os relevantes serviços que prestou ao país foram reconhecidos. Será transferida para o Panteão Nacional, ainda hoje.”
Telefonar para António Perez Metello: “Estou, António? Boas notícias. Encontrei um tipo que ainda te ouve todas as manhãs”.
Telefonar para Luís Filipe Menezes: “Está lá? Luís? Boas notícias. O Marcelo foi despedido da RTP e o Pacheco vai para embaixador na Chechénia”.
Telefonar para Carlos Abreu Amorim: “Estou? Daqui fala Deus. Estás perdoado.”
Telefonema para o Dr. Mário Soares: “Dr. Soares? Fala Ban Ki-Moon. Era só para informá-lo que as personalidade mundiais com preocupações sociais decidiram por unanimidade nomeá-lo presidente do mundo.” Esta partida é de duplo efeito porque logo a seguir espera-se um outro telefonema: “Está lá? Clara? Fala o Mário. Vou ser presidente do mundo. Quer ser minha assessora?”

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