Um Próspero Ano Novo para todos os leitores, e um [atrasado] Bom Natal[Desculpem pelo atraso mas não tive tempo naquela altura]
Arquivo de Dezembro, 2007
Portugal@Folding
Publicado por Pedro em 26 Dezembro 2007

Acho que a imagem já diz tudo, quem quiser saber mais é so visitar o Site Oficial
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10 maneiras de diminuir o seu lixo
Publicado por Pedro em 22 Dezembro 2007
1 – Compre produtos a peso, em vez de embalados
2 – Quando for às compras, leve de casa sacos de nylon, pano ou outro material para fugir aos sacos dos supermercados. Em caso de levar os de plástico para casa, reutilize-os, para o lixo, por exemplo.
3 – Prefira garrafas reutilizáveis, devolvidas na loja a troco de uma tara
4 – Entregue o seu equipamento electrónico estragado quando comprar um novo. A loja é obrigada a aceitá-lo
5 – Tente fugir aos alimentos enlatados
6 – Compra embalagens familiares ou garrafas de litro e meio, em vez de embalagens com pouca quantidade ou garrafas de 33 centilitros.
7 – Use pilhas recarregáveis
8 – Não utilize loiça descartável
9 – Opte por caixas resistentes para guardar alimentos, em vez de os embrulhar em folhas de plástico ou de alumínio
10 – Em casa, ponha a mesa com toalhas e guardanapos de pano, em substituição dos de papel
Fonte: Visão
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O meu depósito é melhor do que o teu
Publicado por Pedro em 22 Dezembro 2007
É o novo campo de batalha dos bancos portugueses. Com os juros em alta e a bolsa instável, as velhas aplicações a prazo renasceram e já se «esticam» até aos 10%. Saiba como passar de inimigo a aliado da Euribor e conheça as novas tendências do mercado.
Conhece a Euribor? Aquela taxa de juro ditatorial que, nos últimos dois anos, mais não fez que aumentar a prestação da casa? Pois bem, prepare-se para olhá-la com outros olhos. Este é o momento em que o malévolo inimigo se transforma em aliado. Como? Simples: quando a Euribor se transforma em estrela guia quando se trata de remunerar as suas poupanças? nos depósitos a prazo.
A «arma» a que os bancos recorrem quando lhe atribuem uma taxa de juro nos empréstimos é, agora, a mesma que o leitor deve esgrimir no momento em que lhes entrega a guarda das suas poupanças. E esta é, provavelmente, a forma mais justa de avaliar a taxa de juro proposta nos depósitos a prazo, uma forma de investimento moribunda, que, nos últimos dois meses, parece ter ganho nova vida. O exercício é simples. Basta inverter a lógica. Vejamos. Na hora de conceder empréstimos, os bancos servem-se da Euribor – a taxa de juro a que os 52 maiores bancos do sistema financeiro europeu emprestam dinheiro entre si – como referência e juntam-lhe mais um pedaço de juro, que corresponde à sua margem de lucro no negócio. Quando decidir constituir um depósito a prazo, faça o mesmo exercício, mas ao contrário e veja quanto é que lhe estão a oferecer abaixo da Euribor. É a lógica do spread invertida. O que lhe oferecem abaixo do indexante corresponde ao lucro que irão obter com o seu dinheiro, e quanto maior for o lucro do banco, menor será o seu.
E nos depósitos como nos créditos, o seu interesse é o mesmo: conseguir um spread tão baixo quanto possível. Ora, a verdade é que, nas últimas semanas, as condições têm melhorado.
A Pressão da net
Até porque há margem para que tal aconteça. A banca tradicional percebeu que a concorrência dos congéneres virtuais – os bancos online – estava a fazer-lhe mossa e que os consumidores já se tinham apercebido que podiam continuar fiéis ao seu banco de sempre e, ao mesmo tempo, conseguir maiores rendimentos para as suas poupanças na concorrência. Para estancar a sangria, a banca tradicional começa, agora, a mostrar-se mais agressiva, como comprovam as inúmeras campanhas publicitárias a oferecer juros nunca vistos.
A mais recente, que vai para o ar amanhã, é do maior banco privado português. O Millenniumbcp chamou o apresentador Jorge Gabriel para voltar a dar a cara pelo banco, nesta sua mais recente aposta: um depósito a prazo com taxa crescente até 10%, implicando uma permanência de 15 meses.
A bolsa, os juros…
Mas por que razão despertaram agora os bancos para os depósitos a prazo, quando o seu campo de batalha preferencial era, há muitos anos, o crédito para compra de casa? A instabilidade bolsista explica parte do fenómeno. Provoca desconfiança nos investidores, sobretudo nos pequenos aforradores, que saem do mercado de capitais, leia-se, da bolsa (directamente ou indirectamente, por via de fundos de investimento). Em Setembro foram resgatados mais de mil milhões de euros dos fundos. Seguindo uma tendência que já vinha de trás. Resultado: um dos fundos portugueses recorreu a um empréstimo bancário para compensar os abandonos. Carlos Tavares, presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, disse que tudo correu «dentro das margens normais», pois a legislação permite que, em caso de falta de liquidez, os fundos possam pedir um empréstimo até 10% do valor dos activos sob gestão, com um prazo máximo de 120 dias. Também o BPI foi obrigado a proceder à liquidação do fundo BPI Renda Trimestral. Pagou tudo aos subscritores e extinguiu a aplicação.
Ao sair da bolsa, é natural que os pequenos aforradores olhem para outro tipo de aplicações mais seguras. E, assim, tudo se conjuga para o ressurgimento dos velhos depósitos a prazo, empurrados pela cavalgada dos juros, que já dura há dois anos. Os bancos online, com estruturas de custos mais reduzidas que os seus congéneres tradicionais (quase não têm balcões, eliminando a cadeia de despesas a montante), já andavam a piscar o olho aos clientes há algum tempo: não cobram despesas de manutenção de contas, remuneram melhor os depósitos à ordem e têm propostas (quase) imbatíveis para as aplicações a prazo. Os gigantes tradicionais estão a ser obrigados a responder. Para «agarrar» os seus clientes e garantir dinheiro em caixa, que lhes começava a fugir entre os dedos, num momento de crise de liquidez. Afinal, conseguir dinheiro nos mercados financeiros – e os bancos também precisam de contrair empréstimos – é mais caro, pois os juros estão lá em cima, e mais difícil, com o aumento das cautelas na hora de emprestar, por causa da crise do crédito hipotecário nos EUA.
Para onde se viram os bancos? Para os seus clientes. «Os bancos foram muito agressivos na actividade de crédito, ao longo dos últimos anos e, agora, têm de equilibrar a sua estrutura de financiamento com os depósitos», explica Diogo Cunha, 37 anos, administrador do Banco BIG.
Como? Com juros tentadores. Mas, atenção: perceba, antes de embarcar nesta viagem, o que está a comprar – um depósito a prazo ou um depósito a prazo acoplado a um fundo de investimento? É que algumas das taxas mais apelativas, em especial aquelas que vão além dos 10%, não são um depósito a prazo puro. Contêm uma componente de risco, com rendimento variável que pode, ou não, enquadrar-se no seu perfil de investimento. São os casos de dois dos produtos mais agressivos que chegaram recentemente ao mercado.
Os depósitos a prazo dividem o protagonismo com os certificados de aforro. Estes juntam ao baixo risco uma taxa de juro cada vez mais apelativa. As novas subscrições, a partir de Outubro, serão remuneradas a 3,652%, um valor inédito nos últimos cinco anos. No final de Setembro, o número de aforradores ascendia já a 720 mil, invertendo a tendência de queda que se verificava desde o final de 2002.
… e o fim dos benefícios fiscais
O Deutsche Bank promete 10% num ano, mas apenas 25% do dinheiro aplicado fica como depósito a prazo. O restante é canalizado para três fundos de investimento. O Montepio também acena com 10%, mas apenas durante um mês. Passado o prazo, os juros vão para a conta à ordem e o dinheiro aplicado segue automaticamente para um fundo. Mas mesmo nos depósitos a prazo puros e duros tenha atenção às letras pequenas. É que as quase irresistíveis taxas duram pouco. São promoções, normalmente destinadas a captar novos clientes, que se esgotam ao fim de 30 dias. É o caso do Banco BIG, que remunera a 10% durante um mês, ou do Barclays, que oferece 8% pelo mesmo período. Depois, prepare-se para olhar para a sua aplicação na lógica do spread ao contrário. Porque é isso que vai acontecer. A remuneração estará sempre abaixo da Euribor.
Mas, em última análise, os depósitos a prazo ressuscitam «porque os clientes querem», como diz um responsável de um grande banco, e porque «os bancos necessitam», responde um investidor. E aqui, não é só o medo da instabilidade a jogar a favor da velha aplicação. «A conta poupança habitação deixou de ter benefício fiscal; os certificados de aforro mudaram a fórmula de cálculo; e o valor dedutível dos PPRE diminuiu. A forma mais segura de aplicar dinheiro convergiu, assim, para os depósitos a prazo», resume Diogo Cunha.
Há, porém, um factor óbvio: os juros estão a subir. E a convidar os investidores a sair da bolsa. «Neste momento, existem propostas extremamente aliciantes para quem tem dinheiro nas mãos. Se tal não acontecesse, as pessoas não estariam a retirar, de um forma tão determinada, o seu dinheiro de aplicações com maior risco», diz Manuel Alves Monteiro, ex-presidente da Bolsa de Lisboa. Os depósitos dão menos do que as acções, é verdade. Mas é igualmente verdadeiro que são incomparavelmente mais seguros.
E, assim, com esta conjugação de factores, os bancos portugueses tornam-se subitamente mais generosos. Promoções à parte, o facto é que a rendibilidade dos depósitos a prazo duplicou em apenas dois anos. E ainda há margem para subir mais, pois a banca nacional continua a pagar menos por este tipo de produto do que a média dos seus congéneres da Zona Euro.
Importa, agora, perceber se a guerra dos depósitos a prazo é para continuar. Diogo Cunha acredita que sim. «Quando o consumidor passa a ter a percepção do valor do seu dinheiro, é muito difícil fazer o inverso, ou seja, remunerar mal. Aqueles bancos que tinham a sua estrutura de rendimentos assente nos depósitos mal pagos, provavelmente vão tentar atrasar, mas os consumidores não deixarão que isso aconteça.» É um caminho, aparentemente, sem retorno.
Fonte: Visão
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Odeio Coisas
Publicado por Pedro em 20 Dezembro 2007
Descobri á uns dias um mágnífico blog sobre alguém que odeia tudo e todos, quando o descobri passei umas duas horas a lê-lo. Por isso, recomendo a toda a gente a ler o Blog todo (ou quase) ou a guarda-los nos favoritos e passar lá quando houver tempo ou assinar o seu RSS
Ele odeia Raptos, Deus, Jornaís Desportivos, Discotecas e muitas outras coisas que poderá ver visitando o seu blog
O seu ultimo post:
Quem não está em coma há mais de um ano e tem electricidade em casa já se apercebeu que uma miúda escocesa foi raptada no Algarve.
Bolas, como eu odeio raptos de crianças.
Antes de se porem com lamechices homossexuais acerca de eu ter sentimentos, deixem-me dizer que como habitualmente sois todos uns montes de bosta iludida. A minha única preocupação prende-se com o facto de a classe criminosa estar cada vez mais bichona.
Que raio de bandido escolhe o rapto como actividade criminal? Mafioso que se preze é homem (ou mulher) suficiente para se mandar à comando para dentro de um banco, armado até aos dentes, e merecer o dinheiro que roubar. Se em vez de dinheiro sair do banco com um novo sistema de ventilação corporal e uma etiqueta no dedão do pé, então ao menos bate a bota com os testículos no sítio.
Agora raptos?
Venda de crianças?
Isso não tem estilo nenhum. Além disso quem é que quer comprar putos? Os putos só servem pra fazer xixi nas carpetes e chorar quando levam nas trombas dos outros putos maiores que eles. Desde quando é que isso tem valor de mercado?
Quem mesmo assim ainda quiser aturar um chavalo não precisa de o comprar. Qualquer idiota com pila, pelo menos um testículo e uma gaja burra o suficiente para lhe abrir as pernas, pode fazer um. Ena, isso está quase ao mesmo nível de dificuldade que um cagalhão, só precisa é de mais ingredientes.
Já o pessoal que tem as gónadas secas e não vai lá sozinho, tem sempre opção de adoptar um puto qualquer. E não é difícil encontrar garotada abandonada, porque há idiotas que concordam comigo em dois pontos: Os putos são chatos mas fáceis de fazer (se alguém não apanhou a crítica social faça o favor de tirar o ticket para o transplante de cérebro).
Segundo auto-denominados especialistas em crimes destes, parece que a adopção não é a única motivação de quem rapta putos. Pelos vistos há pedófilia metida ao barulho.
Sexo com putos? Isso é mais patético que a reunião anual do clube de fãs da Avril Lavigne. Toda a gente sabe que as gajas são bem mais boas que os putos. Gente burra.
Se estás a ler isto e tens a Maddie, devolve-a que eu já não posso ver a fronha dela nos jornais, e no processo mata-te por favor. Deixa o crime para homens a sério.
UPDATE: Aparentemente um grupo de aspirantes a nerd (CT = Computadores e Telemática) partilha do meu ódio a raptos e ao circo à volta disso. Vejam aqui.
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SABES QUE ESTÁS A VIVER EM 2007 QUANDO…
Publicado por Pedro em 20 Dezembro 2007
1. Acidentalmente introduzes a tua password no microondas.
2. Há anos que não jogas paciências com cartas de papel.
3. Tens uma lista de 10 números de telefone para falar com a tua família de 3 pessoas.
4. Envias um e-mail ou ligas-te ao Messenger para conversares com a pessoa que trabalha na mesa ao lado da tua.
5. A razão porque não falas há muito tempo com alguns familiares é desconheceres os seus endereços electrónicos.
6. Usas o telemóvel na garagem de casa para pedir a alguém que te ajude a levar as compras.
7. Todos os anúncios da TV têm um site indicado na parte inferior do ecrã.
8. Se te esqueces do telemóvel em casa, coisa que não tinhas há 20 anos, ficas apavorado e voltas para buscá-lo.
10. Levantas-te pela manhã e quase que ligas o computador antes de tomares o pequeno-almoço.
11. Conheces o significado de lol, tbm, qdo, xau, msm, dps…
12. Não sabes o preço de um envelope comum.
13. Para ti ser organizado significa ter vários bloquinhos, uma agenda electrónica ou coisas do tipo.
14. A maioria das anedotas que conheces, recebeste por e-mail (e ainda por cima ris-te sozinho…).
15. Dizes o nome da firma onde trabalhas quando atendes o telefone na tua própria casa (ou até mesmo o telemóvel!).
16. Marcas o “0″ para telefonar de tua casa.
17. Vais para o trabalho com preguiça quando o dia ainda está a clarear e voltas para casa quando já escureceu de novo.
18. Quando o teu computador pára de funcionar, parece que foi o teu coração que parou.
19. Estás a ler esta lista e estás a concordar com a cabeça e a sorrir.
21. Estás a concordar e tão interessado na leitura que nem reparaste que a lista não tem o número 9.
21. Foste verificar se é verdade que falta o número 9 à lista e nem viste que tem dois números 21.
22. AGORA ESTÁS-TE A RIR CONTIGO MESMO…
23. Já estás a pensar para quem vais enviar esta mensagem.
24. Provavelmente agora vais clicar no botão “Reencaminhar”… É a vida… Fazer o quê? Foi o que eu fiz também…
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O texto censurado:Vale a pena ler…
Publicado por Pedro em 20 Dezembro 2007
Este discurso merece ser lido, afinal não é todos os dias que um Brasileiro dá um “baile” educadíssimo aos Americanos…
Durante um debate numa universidade nos Estados Unidos, o actual Ministro da Educação CRISTOVAM BUARQUE foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazónia (ideia que surge com alguma insistência nalguns sectores da sociedade americana e que muito incomoda os brasileiros). Um jovem americano fez a pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um Brasileiro.
Esta foi a resposta do Sr. Cristovam Buarque:
“De facto, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazónia. Por mais que os nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso.
Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade. Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro…
O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado.
Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser
queimada pela vontade de um dono, ou de um país.
Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar que esse património cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito tempo, um milionário japonês decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido
internacionalizado.
Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer, por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada.
Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida.
Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro.
Ainda mais do que merece a Amazónia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver.
Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa. Só nossa!”
ESTE DISCURSO NÃO FOI PUBLICADO. AJUDE-NOS A DIVULGÁ-LO Porque é muito importante… Mais ainda, porque foi CENSURADO.
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Surfar a onda do crime
Publicado por Pedro em 20 Dezembro 2007
O crime sempre foi a principal saída profissional dos ociosos. O crime e a presidência de organismos europeus. Ora, os nossos trafulhas trabalham mais do que a gente decente.
O leitor conhece aquele tipo de pessoas que só está bem a dizer mal do nosso país? Essa gente tem um nome, como sabe: chamam-se «portugueses». Ultimamente, Portugal anda a fazer-lhes uma desfeita. Quando eles se queixam de que o País não se desenvolve, eis que certas áreas da nossa vida se aproximam do melhor que se faz no estrangeiro. Por exemplo, o Porto, neste momento, está igual a Chicago.
É certo que estou a falar da Chicago dos anos 20, mas tem de se começar por algum lado.
Se há profissional em que podemos confiar, no que diz respeito à constante e obstinada modernização do seu mister, esse é o criminoso. Os nossos médicos ainda esperam por aparelhos tão bons como os que há lá fora, os nossos futebolistas aguardam condições de treino semelhantes às do estrangeiro, os nossos palhaços desesperam por bolas vermelhas tão engraçadas como as dos narizes dos seus congéneres europeus e americanos. Mas os nossos bandidos possuem armas, estratégias e vileza de fazer inveja a facínoras de qualquer nacionalidade. Confesso que este modo de ser dos nossos malfeitores não me cai bem. Em princípio, uma pessoa vai para delinquente porque não quer trabalhar.
O crime sempre foi a principal saída profissional dos ociosos. O crime e a presidência de organismos europeus. Ora, os nossos trafulhas trabalham mais do que a gente decente. Arranjar uma metralhadora já deve ser complicado. Conseguir obter aquela que, no mundo da carnificina, é a última moda, constitui uma proeza que deve merecer a admiração de todos.
Talvez a solução para os problemas de segurança do País não esteja tanto no encarceramento destes bandoleiros, mas sim na sua colocação em cargos de chefia. São trabalhadores, competentes, eficazes e intimidam os subalternos calaceiros. Provavelmente também intimidam os subalternos aplicados, o que não deixa de ser útil, pelo que tem de preventivo. Com os subalternos, nunca se sabe. Eu já fui subalterno muitas vezes e sei bem do que essa gente é capaz.
A generalidade das pessoas vê a noite como um mundo de vícios e distracções. É urgente acabar com este preconceito. É à noite que trabalham os profissionais mais zelosos que conhecemos. O álcool, a droga e as mulheres (optei por ordenar os vícios por ordem crescente de calamidades que provocam) não os deixam perder de vista o sentido do dever. Não há diversões que se interponham entre eles e o trabalho:
- Zé Naifas, queres vir beber um copo?
- Não posso. Tenho uma chacina para efectuar.
Por:Ricardo Araújo Pereira
Fonte:Visão
Um exemplo para todos nós.
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A diferença entre a cimeira e a baixaria
Publicado por Pedro em 15 Dezembro 2007
Não sei quem é o responsável por não se ter convidado também o imperador Ming, o Lex Luthor, a Bruxa Má, o Darth Vader e o dr. Hannibal Lecter, mas o esquecimento é imperdoável
A cimeira UE-África começa amanhã, e eu estou tão excitado que tenho dificuldade em conter a comoção. Acontece-me isto com cimeiras em geral, mas esta reúne um conjunto de atributos que a tornam especialmente interessante. Desde logo porque se realiza no nosso país, o sítio ideal para uma cimeira EU-África na medida em que acaba por constituir território neutro: isto nem é bem Europa nem é exactamente África, embora esteja próximo das duas. Assim é que é bonito: toda a gente se sente em casa. Os europeus porque estão, de facto, na Europa; os africanos porque se encontram num país que tem níveis de desenvolvimento muito próximos dos seus.
Quanto aos convidados, talvez haja dois ou três aspectos a melhorar. Estarão presentes na cimeira José Eduardo dos Santos, que é ditador em Angola desde 79; Kadhafi, que também mantém uma ditadura muito engraçada na Líbia desde o final dos anos sessenta; Teodoro Obiang Nguema, que dirige à bruta a Guiné Equatorial desde 79; e Robert Mugabe, o campeão dos direitos humanos no Zimbabué. Não sei quem é o responsável por não se ter convidado também o imperador Ming, o Lex Luthor, a Bruxa Má, o Darth Vader e o dr. Hannibal Lecter, mas o esquecimento é imperdoável. Uma oportunidade como esta para reunir à mesma mesa os principais vilões da História não deveria ter sido desperdiçada. Dizem–me muito bem de Mugabe, mas por muito que valha mais sozinho do que todos os criminosos do 007 juntos, julgo que teria sido simpático poder vê-lo à conversa com Ming, ou a espancar a Bruxa Má. Enfim, fica para a próxima.
Também no que diz respeito ao alojamento há erros que devem ser evitados no futuro. Por exemplo, nenhum dos ditadores vai ficar alojado em Caxias, como seria apropriado. E Kadhafi vai pernoitar numa tenda que instalará junto ao Forte de São Julião da Barra. Não sei que raio de fama tem a nossa indústria hoteleira na Líbia, mas o certo é que Kadhafi prefere ir fazer campismo selvagem para Oeiras a ficar num hotel. Confesso que, sempre que passava na marginal, punha-me a pensar no que seria preciso fazer para que as autoridades me deixassem montar ali uma barraca com vista para o mar. Durante muito tempo pensei que seria difícil ou até impossível. Afinal, basta assassinar meia dúzia de inimigos políticos. Às vezes é importante não desistirmos dos nossos sonhos, pois eles estão mais próximo do que imaginamos. Kadhafi é, neste ponto, uma referência e uma inspiração, quer para assassinos quer para campistas.
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Para os Leitores
Publicado por Pedro em 14 Dezembro 2007
Peço desculpa a todos os leitores deste blog mas como ando com falta de tempo não consigo fazer os posts que quereria fazer diariamente. Vou tentar durantes as férias compensar e tentar arranjar um colaborador.
O que posso dizer-vos é que o melhor é adicionarem-me ao vosso leitor de feeds(Eu uso o Google Reader)
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